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Piracema em Goiás 2026: quando começa, termina e o que pode

A piracema em Goiás vai de 1º de novembro de 2026 a 28 de fevereiro de 2027, pela IN Semad 17/2026. O que pode no reservatório, pesque-solte e multas.

Redação LagoCorumba.com · 13 de outubro de 2026 · 6 min de leitura

Piracema em Goiás 2026: quando começa, termina e o que pode
Foto: João D'Andretta · CC BY 4.0, via Wikimedia Commons

A piracema 2026/2027 em Goiás começa em 1º de novembro de 2026 e termina em 28 de fevereiro de 2027. As datas estão no Art. 8º da Instrução Normativa nº 17/2026 da Semad, publicada no Diário Oficial do Estado em 28 de maio de 2026, que fixa o período de defeso anual de 1º de novembro a 28 de fevereiro nas bacias do Araguaia-Tocantins, do Paranaíba e do São Francisco. Por ser uma regra anual e permanente, a mesma janela se repete a cada temporada enquanto a norma estiver em vigor.

Durante a piracema, a pesca amadora fica proibida em todas as bacias de Goiás. Em reservatórios, como o Lago Corumbá IV, o pesque e solte esportivo continua permitido, com anzol sem fisga e devolução imediata de todo peixe. Torneios e campeonatos de pesca ficam proibidos no período.

Este guia traz as datas, o que pode e o que não pode no lago e as penalidades. As regras de pesca do resto do ano estão em Pesca no Lago Corumbá IV.

Quando começa e quando termina a piracema em Goiás

TemporadaInícioFimNorma
2025/20261º de novembro de 202528 de fevereiro de 2026 (sábado)Fim anunciado pela Semad em março de 2026
2026/20271º de novembro de 202628 de fevereiro de 2027IN Semad 17/2026, Art. 8º

O fim da temporada 2025/2026 foi anunciado pela Semad em matéria de março de 2026, que lembrou que a cota zero e a exigência de licença continuam valendo depois do defeso.

No plano federal, a Instrução Normativa Ibama nº 25/2009 fixa o mesmo intervalo de 1º de novembro a 28 de fevereiro para a bacia do rio Paraná, da qual o Paranaíba faz parte, reservatórios incluídos. Na prática, para quem pesca no Corumbá IV, vale a regra estadual de Goiás, que é mais detalhada e foi atualizada em 2026.

Por que o período é de novembro a fevereiro

É a época das chuvas no Planalto Central, que vai de outubro a abril. Com a água subindo, muitos peixes nativos se reproduzem, e os peixes de piracema sobem os rios para desovar. A proibição protege os cardumes nessa fase.

No Corumbá IV, a barragem interrompe a subida dos peixes pelo rio. As espécies migradoras usam os rios que chegam ao lago, como o Corumbá acima do reservatório e seus afluentes. Por isso a proibição vale para todas as águas, e não só para o lago.

O que pode e o que não pode na piracema

No reservatório (Lago Corumbá IV)

O Art. 10 da IN 17/2026 abre uma exceção só para reservatórios:

PodeNão pode
Pesca esportiva e pesca conduzida no sistema pesque e soltePesca amadora com retenção do peixe
Linha de mão, vara, molinete ou carretilhaRede, tarrafa, espinhel, arpão ou qualquer petrecho de captura em massa
Iscas naturais ou artificiaisAnzol com fisga
Contenção com bicheiro, puçá ou alicateLevar, transportar ou consumir o peixe, inclusive tucunaré e tilápia
Pescar com licença válidaTorneios, campeonatos e gincanas

O peixe deve ser devolvido à água logo após a captura. A regra vale para todas as espécies: nem as não nativas, como tucunaré e tilápia, que podem ser levadas para casa no resto do ano, podem ser retidas na piracema. Veja Tucunaré no Lago Corumbá IV e Tilápia no Lago Corumbá IV.

Anzol sem fisga é o anzol sem a farpa que prende o peixe. Quem não tem pode amassar a fisga com alicate antes de pescar.

Nos rios

Fora dos reservatórios, a exceção do pesque e solte não se aplica. Nos rios e córregos de Goiás, a pesca amadora, a esportiva, a subaquática e a conduzida ficam proibidas de 1º de novembro a 28 de fevereiro, pelo Art. 9º da IN 17/2026.

Pesca de subsistência

A norma permite, durante o defeso, a pesca de subsistência apenas para consumo doméstico, com cota de 5 kg por pescador por dia e respeito aos tamanhos mínimos e máximos de cada espécie. Venda e troca são proibidas. A regra não se aplica ao pescador amador de fim de semana.

Peixe de criação

O defeso não atinge o peixe de piscicultura licenciada. Quem compra tilápia ou tambaqui em tanque autorizado pode transportar o peixe com a nota fiscal eletrônica, que comprova a origem, como prevê o Art. 13 da IN 17/2026.

Pesque e solte: como fazer certo

O pesque e solte reduz o impacto da pesca, mas um peixe mal manuseado pode morrer depois de solto. Na piracema, muitos peixes estão em fase de reprodução, o que aumenta o cuidado necessário.

  1. Use anzol sem fisga, como exige a norma.
  2. Tenha o alicate à mão para tirar o anzol rápido.
  3. Molhe as mãos antes de tocar no peixe.
  4. Evite deixar o peixe fora da água por mais de alguns segundos.
  5. Não pendure peixe grande pela boca na vertical; apoie a barriga.
  6. Devolva o peixe na água e espere que ele nade.

A licença de pesca continua obrigatória na piracema, também para quem só pratica o pesque e solte. Como tirar está em Licença de pesca em Goiás.

Multas e penalidades

Pescar no período proibido é infração administrativa e crime ambiental.

NormaO que punePenalidade
Lei federal 9.605/1998, Art. 34Pescar em período proibido ou com petrecho proibido; transportar peixe dessa pescaDetenção de 1 a 3 anos ou multa, ou ambas
Decreto federal 6.514/2008, Art. 35Pescar em período ou local proibidoMulta de R$ 700 a R$ 100.000, mais R$ 20 por quilo de peixe
Decreto federal 6.514/2008, Art. 37Pescar sem licençaMulta de R$ 300 a R$ 10.000, mais R$ 20 por quilo
Lei estadual 13.025/1997, Art. 26Pesca predatóriaMulta de até R$ 3.000

Além da multa, o fiscal pode apreender o peixe, os petrechos e até o veículo ou a embarcação usados na infração, como prevê a lei goiana. Os valores das multas foram consultados nas normas em outubro de 2026.

Fiscalização no Corumbá IV durante a piracema

O lago tem histórico de operações. Na piracema de 2024/2025, o Ministério Público de Goiás, a Polícia Militar Ambiental e a Secretaria de Meio Ambiente de Luziânia percorreram o reservatório de barco com as equipes da concessionária, com foco na proteção dos peixes no período de reprodução, segundo a Corumbá Concessões. Em maio de 2026, nova operação, com auditores fiscais de Alexânia, notificou construções em APP e captação irregular de água, de acordo com a concessionária. A concessionária mantém fiscais de bacia no lago e repassa ocorrências aos órgãos ambientais.

Denúncias de pesca com rede, tarrafa ou de pesca no período proibido podem ser feitas à Linha Verde do Ibama, 0800-618080, e à Corumbá Concessões, pelos telefones (61) 3462-5200 e (61) 3462-5224. Acima e abaixo da barragem, a pesca é proibida o ano todo por causa da Área de Segurança Nacional.

Calendário do pescador no Corumbá IV

PeríodoRegra
1º de março a 31 de outubroPesca liberada com licença; cota zero para nativos (consumo de até 5 kg no local); tucunaré e tilápia podem ser levados
1º de novembro a 28 de fevereiroPiracema: só pesque e solte esportivo no reservatório; rios fechados

Quem planeja um fim de semana de pesca no lago em novembro ou dezembro deve levar só equipamento de pesque e solte e deixar a caixa térmica em casa. Para os meses de pesca liberada, veja Melhor época para ir ao Lago Corumbá IV.

Perguntas frequentes

Quando começa a piracema em Goiás?

Em 1º de novembro. Em 2026, a piracema começa em 1º de novembro de 2026, pelo Art. 8º da IN Semad 17/2026.

Quando termina a piracema em Goiás?

Em 28 de fevereiro. A temporada 2026/2027 termina em 28 de fevereiro de 2027.

Posso pescar no Lago Corumbá IV durante a piracema?

Só no sistema pesque e solte, com licença, vara ou linha, anzol sem fisga e devolução imediata do peixe. Pescar para levar o peixe é proibido.

Posso levar tucunaré ou tilápia na piracema?

Não. Durante o defeso, a retenção, o transporte e o consumo de qualquer peixe pescado em reservatório são proibidos, inclusive das espécies não nativas.

Pode ter torneio de pesca na piracema 2026 em Goiás?

Não. O Art. 11 da IN 17/2026 proíbe torneios, campeonatos e gincanas de pesca de 1º de novembro a 28 de fevereiro.

Qual a multa por pescar na piracema?

Pelo Decreto federal 6.514/2008, de R$ 700 a R$ 100.000, mais R$ 20 por quilo de peixe. A Lei 9.605/1998 também prevê detenção de 1 a 3 anos.

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