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Pesca no Lago Corumbá IV: regras, licença e piracema

Quando pode fazer pesca no Lago Corumbá IV, como tirar a licença, petrechos proibidos, piracema de 1º/11 a 28/2 e onde denunciar a pesca predatória.

Redação LagoCorumba.com · 13 de outubro de 2026 · 6 min de leitura

Pesca no Lago Corumbá IV: regras, licença e piracema

A piracema começa em 1º de novembro e vai até 28 de fevereiro no Lago Corumbá IV. Nesse período, a pesca amadora comum fica proibida em Goiás, mas o pesque e solte esportivo continua permitido nos reservatórios, desde que o pescador tenha licença, use anzol sem fisga e devolva todo peixe à água. A regra está na Instrução Normativa nº 17/2026 da Semad, publicada no Diário Oficial de Goiás em 28 de maio de 2026.

A mesma norma renovou a cota zero no estado por mais quatro anos. Fora da piracema, o pescador pode pescar, mas não pode levar o peixe para casa pela estrada.

Piracema no Corumbá IV: o que pode e o que não pode

O Corumbá IV fica na bacia do rio Paranaíba, uma das três bacias goianas com defeso de 1º de novembro a 28 de fevereiro (as outras são Araguaia-Tocantins e São Francisco). No plano federal, a Instrução Normativa Ibama nº 25/2009 fixa o mesmo intervalo para a bacia do rio Paraná, reservatórios incluídos.

Durante a piracema, a IN 17/2026 proíbe:

  • pesca amadora, subaquática, ornamental e conduzida com retenção de peixe;
  • competições e torneios de pesca;
  • pesca de subsistência, exceto para consumo doméstico, com limite de 5 kg por dia.

E permite, só em reservatórios como o Corumbá IV:

  • pesca esportiva e conduzida no sistema pesque e solte;
  • linha de mão, vara, molinete ou carretilha, com isca natural ou artificial;
  • anzol sem fisga (sem farpa), sem guardar, transportar ou consumir o peixe.

A Corumbá Concessões, que opera a usina, lembra que pescar fora dessas regras durante o defeso é crime ambiental, com multa e pena de detenção.

Por que existe o defeso

Na piracema, peixes nativos sobem os rios para desovar. O monitoramento feito pela concessionária desde 2018 registrou indivíduos jovens e adultos de várias espécies no lago, sinal de que a reprodução acontece ali. Mais sobre isso em Peixes do Lago Corumbá IV.

Cota zero: pode pescar, mas não pode levar

Goiás adota a cota zero desde a IN nº 02/2020, que valeu por seis anos. A IN 17/2026 renovou a regra por mais quatro. Na prática:

  • Transporte proibido. Peixe pescado em modalidade amadora, esportiva, conduzida ou subaquática não pode ser levado por rodovia.
  • Consumo no local. O pescador pode consumir até 5 kg por licença no próprio local da pesca, como barco, acampamento ou rancho, respeitando os tamanhos mínimo e máximo e o período de defeso.
  • Peixe inteiro. O pescado retido tem de ficar inteiro, para a fiscalização conferir espécie e tamanho.
  • Espécies ameaçadas não podem ser retidas em nenhuma hipótese.

Tilápia e tucunaré podem ser abatidos

A norma trata de outro jeito as espécies que não são nativas da bacia. Para o Paranaíba, o Anexo II da IN 17/2026 lista tilápias e tucunarés, entre outras. Essas espécies podem ser capturadas, abatidas e transportadas sem limite de tamanho ou quantidade, com licença em dia e sem venda. A soltura de espécie exótica ou híbrida no lago é proibida, assim como o uso de isca viva exótica.

Tamanhos na bacia do Paranaíba

O Anexo I da IN fixa medida mínima e máxima para espécies nativas que podem ser consumidas no local. Alguns exemplos da bacia do Paranaíba:

EspécieMínimoMáximo
Mandi-chorão20 cm25 cm
Traíra30 cm35 cm
Piau-três-pintas25 cm30 cm
Piapara35 cm45 cm
Tabarana30 cm40 cm
Pacu-caranha35 cm45 cm
Barbado50 cm65 cm

Peixe fora da faixa volta para a água.

Licença de pesca: como tirar

A IN 17/2026 exige que o pescador leve documento de identidade com foto e a licença de pesca. A licença amadora federal é emitida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura no gov.br, no serviço de licença de pescador amador ou esportivo. Segundo a cartilha do MPA:

  • Desembarcada (da margem): R$ 20 por ano;
  • Embarcada (de barco, próprio ou não): R$ 60 por ano;
  • isentos da taxa: aposentados, homens com mais de 65 anos e mulheres com mais de 60, quando usam só linha de mão, caniço simples ou caniço com molinete;
  • estrangeiro sem CPF pode tirar a licença com o passaporte.

A norma goiana repete a isenção da taxa para aposentados e idosos e a estende a indígenas, quilombolas e menores de 18 anos. Isenção de taxa não dispensa a licença. Pela IN, a licença vale por um ano.

Petrechos permitidos e proibidos

A IN 17/2026 autoriza para a pesca amadora em Goiás apenas linha de mão, caniço simples e caniço com molinete ou carretilha. A espingarda de mergulho fica restrita a pescadores filiados a entidades de pesca subaquática. Ceva e ração para atrair peixe estão proibidas.

A Corumbá Concessões publicou em 2024 uma lista do que caracteriza pesca predatória no lago. São proibidos:

  • rede e tarrafa;
  • anzol de galho, espinhel e pinda;
  • cercado, covo e pari;
  • arpão com cilindro de oxigênio;
  • explosivos e substâncias tóxicas.

A concessionária cita como base a Lei estadual 13.025/1997, a Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998) e a norma estadual de pesca. A IN 17/2026 acrescenta o Decreto federal 6.514/2008, que define as multas.

Onde não pode pescar: a área perto da barragem

Acima e abaixo da barragem existe uma Área de Segurança Nacional, onde a navegação e a pesca são proibidas. A Corumbá Concessões explica que a restrição se apoia na IN Ibama 26/2009, no Decreto 6.514/2008 e no artigo 150 do Código Penal. Pescar ali é crime ambiental.

Há também risco físico: a concessionária alerta que, abaixo da barragem, a correnteza pode aumentar de repente por causa da operação da usina.

Fiscalização e denúncia

A concessionária mantém fiscais de bacia que percorrem o lago diariamente, segundo publicação de abril de 2026. Em fevereiro de 2025, uma operação conjunta reuniu o Ministério Público de Goiás (6ª Promotoria de Luziânia), o Batalhão Ambiental da PM-GO e a Secretaria de Meio Ambiente de Luziânia em barcos pelo lago, com caráter educativo e fiscalizatório. O secretário municipal Daniel Queiroz relatou poucas ocorrências. Não foram divulgados números de autuações.

Para denunciar pesca predatória:

  • Linha Verde do Ibama: 0800-618080;
  • Corumbá Concessões: (61) 3462-5200 ou (61) 3462-5224, inclusive por WhatsApp no primeiro número;

Achou peixe morto?

A orientação da concessionária é suspender a pesca no ponto, não consumir o peixe e avisar a empresa, que coleta peixes e água para análise.

Competições e abertura da temporada

Torneios no lago só podem acontecer fora da piracema, organizados por pessoa jurídica e com autorização. Pela cartilha do MPA, competição de pesca amadora precisa de certificado emitido no gov.br e de relatório de monitoramento depois do evento. Em 2026, o governo de Goiás abriu a temporada em 10 de março, e o Circuito Goiano de Pesca Esportiva marcou etapa em Luziânia para 19 de setembro. O histórico está em Torneios de pesca no Lago Corumbá IV.

Para escolher onde ficar perto dos pontos de pesca, veja os condomínios e o mapa do lago.

Perguntas frequentes

Pode pescar no Lago Corumbá IV na piracema?

Só no pesque e solte esportivo, com licença, linha e vara, anzol sem fisga e devolução do peixe. Pesca com retenção e torneios ficam proibidos de 1º de novembro a 28 de fevereiro.

Posso levar o peixe que pesquei no Corumbá IV para casa?

Peixe nativo não, por causa da cota zero; dá para consumir até 5 kg no próprio local. Tilápia e tucunaré, que não são nativos da bacia, podem ser abatidos e transportados, desde que não sejam vendidos.

Quanto custa a licença de pesca amadora?

R$ 20 por ano para pesca desembarcada e R$ 60 para embarcada, pelo gov.br. Aposentados e idosos ficam isentos da taxa, mas precisam tirar a licença.

Pode pescar perto da barragem do Corumbá IV?

Não. A área acima e abaixo da barragem é Área de Segurança Nacional, e pescar ali é crime ambiental.

Onde denunciar pesca predatória no lago?

Na Linha Verde do Ibama, 0800-618080, ou na Corumbá Concessões, pelo (61) 3462-5200.

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