O Circuito Tucuna Challenge, torneio de pesca esportiva de tucunaré disputado em caiaques, reuniu 65 pescadores nas margens do Lago Corumbá IV, em Alexânia (GO), no fim de setembro. A competição durou três dias e seguiu a regra do pesque e solte: cada peixe foi medido, fotografado e devolvido ao lago. O balanço foi divulgado em 10 de novembro de 2025 pela Corumbá Concessões, empresa que administra a usina e o reservatório e apoiou o evento.
Segundo a concessionária, o torneio é tradicional na região e voltou a ser realizado em 2025. Na manhã de sábado, os competidores saíram remando pelo lago em busca do maior tucunaré. A prova terminou às 17h, quando os juízes conferiram os registros. Famílias e crianças acompanharam a movimentação na margem.
A nota da empresa não informa o organizador do circuito, a premiação nem os vencedores.
Como funciona a pesca de caiaque
Nos torneios de caiaque, o pescador não leva o peixe para a balança. A captura é registrada na hora: o competidor mede o tucunaré numa régua, fotografa o peixe com a medida visível e o solta em seguida. A classificação sai das fotos conferidas pela comissão de juízes. O formato reduz o tempo do peixe fora d'água e combina com a política de Cota Zero de Goiás, que proíbe o transporte de peixe nativo capturado.
O caiaque também permite chegar a braços rasos e margens com vegetação, sem barulho de motor. Para quem pesca no reservatório de forma amadora, os pontos mais conhecidos e as técnicas comuns estão no guia de pesca no Lago Corumbá IV.
Lixo recolhido e orientação ambiental
A Corumbá Concessões levou aos participantes itens de apoio, material educativo, kits com informações sobre preservação e sacos de lixo. Os pescadores se comprometeram a recolher os resíduos que encontrassem no lago e no entorno durante a prova.
A equipe de meio ambiente da concessionária também fez uma Abordagem Via Lago, ação em que agentes chegam de barco até os frequentadores do reservatório para dar orientações sobre cuidados com a natureza.
A empresa distinguiu a pesca esportiva, praticada como lazer e sem fim de subsistência, da pesca predatória, que ameaça os ecossistemas e a biodiversidade do lago.
Calendário apertado antes da piracema
O torneio foi disputado poucas semanas antes do início da piracema, em 1º de novembro. Entre novembro e fevereiro, a pesca amadora fica proibida em Goiás, e só a pesca esportiva no pesque e solte é permitida, com anzol sem fisga e devolução imediata do peixe, como lembrou a concessionária. As regras estão detalhadas no guia sobre a piracema em Goiás.
Mesmo nas competições, o participante precisa ter a licença de pesca estadual em dia. O passo a passo está em licença de pesca em Goiás.
Alexânia e o turismo de pesca
Alexânia é um dos sete municípios goianos que cercam o reservatório e fica a cerca de 90 km de Brasília pela BR-060. A concessionária destacou o papel da pesca esportiva no turismo do lago. Quem pretende participar de próximas edições ou pescar por conta própria encontra informações de acesso e hospedagem no guia de Alexânia.




