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Afogamentos no Lago Corumbá IV em 2025 e 2026: o que fazer

Caiaque que virou, aceno não entendido e álcool: o que os afogamentos de 2025 e 2026 no Lago Corumbá IV ensinam e como pedir socorro pelo 193.

Redação LagoCorumba.com · 13 de outubro de 2026 · Segurança

Lago Corumbá IV
Foto ilustrativa: Lago Corumbá IV (acervo LagoCorumba.com)

Pelo menos três pessoas morreram afogadas no Lago Corumbá IV entre julho de 2025 e agosto de 2026, em casos noticiados pela imprensa em Santo Antônio do Descoberto e Alexânia (GO). Os registros têm pontos em comum: falta de colete, consumo de álcool e dificuldade de quem estava por perto em perceber que alguém precisava de ajuda. Com a chegada do calor e das férias de fim de ano, o movimento no lago aumenta, e a prevenção começa antes de entrar na água.

Os casos recentes

Julho de 2025, Santo Antônio do Descoberto. Um homem de 49 anos se afogou no domingo, 27 de julho. O cunhado o tirou da água e começou os primeiros socorros enquanto chamava os Bombeiros, que assumiram a reanimação ao chegar, sem sucesso. Testemunhas disseram que ele bebia antes de entrar no lago, segundo o Portal 6.

Janeiro de 2026, Alexânia. No dia 1º de janeiro, um caiaque com três jovens virou. Dois foram resgatados por um piloto de moto aquática; o terceiro, de 18 anos, afundou. Uma testemunha disse ao Metrópoles que os ocupantes estavam sem colete e que o ponto, procurado por turistas, não tem salva-vidas. Os Bombeiros de Goiás comandaram as buscas, com reforço de uma equipe do Corpo de Bombeiros do DF. As buscas foram suspensas à noite pela falta de luz, e o corpo foi encontrado por mergulhadores depois de quatro dias, segundo o Metrópoles.

Agosto de 2026, Alexânia. No fim da tarde de 1º de agosto, um homem de 27 anos foi visto acenando para os amigos e logo depois sumiu na água. Ninguém soube dizer se o gesto era cumprimento ou pedido de socorro, relatou o Correio Braziliense. Mergulhadores dos Bombeiros de Goiás o localizaram na manhã seguinte.

Por que acontece

Ouvidos pelo Portal Contexto em 2025, os Bombeiros listaram as causas mais comuns em lagos e rios de Goiás: inexperiência com grandes volumes de água, imprudência, resistência ao colete salva-vidas, álcool ou outras substâncias e embarcações com mais gente do que a capacidade.

O Corumbá IV tem trechos rasos ao lado de áreas fundas, e o vento forma ondas capazes de virar caiaques e canoas mesmo perto da margem.

Como reconhecer alguém se afogando

Quem está se afogando raramente grita. A pessoa costuma ficar com a cabeça baixa na água, a boca na linha da superfície e os braços batendo para os lados, num movimento que pode parecer um aceno. Se um amigo na água fizer um gesto que você não entendeu, pergunte em voz alta se está tudo bem. Sem resposta clara, trate como emergência.

O que fazer

  1. Ligue 193 para o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás. Diga o município, o nome do condomínio ou da prainha e um ponto de referência na margem.
  2. Não pule na água sem apoio. Jogue algo que flutue: boia, colete, galão vazio, prancha ou caixa de isopor.
  3. Use o que estiver à mão para alcançar a vítima sem entrar: galho, remo, corda.
  4. Marque o ponto onde a pessoa foi vista pela última vez, com uma referência fixa na margem. Isso orienta os mergulhadores.
  5. Se a pessoa for retirada da água sem respirar, comece a reanimação e mantenha até a chegada do socorro. O Samu atende pelo 192.

Antes de entrar no lago

  • Colete salva-vidas para cada pessoa em caiaque, canoa, barco ou moto aquática, inclusive quem sabe nadar.
  • Nada de álcool antes de nadar ou pilotar.
  • Crianças sempre com um adulto olhando, longe das partes fundas.
  • Avise alguém em terra sobre o trajeto e o horário de volta.
  • Com vento forte ou céu fechando, volte para a margem.

As regras para embarcações estão em lancha e jet ski no Corumbá IV, e o guia completo de prevenção, em segurança no Lago Corumbá IV.

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