O Lago Corumbá IV estava com 58,45% do volume útil em 11 de outubro de 2026, na cota de 840,40 metros, segundo o Sistema de Acompanhamento de Reservatórios (SAR) da Agência Nacional de Águas. É a leitura mais recente disponível no sistema na data de publicação deste texto. O reservatório, em Goiás, é o manancial do Sistema Produtor Corumbá, operado pela Saneago e pela Caesb, que abastece cidades do Distrito Federal e do Entorno desde 2022.
Como o lago chega ao fim da seca
O volume vem caindo desde junho, quando o lago atingiu o ponto mais alto do ano, com cerca de 93%. A descida se repete todos os anos na estiagem, que na região vai de abril a setembro. Nos primeiros dias de outubro, a queda ficou mais lenta:
| Data | Cota (m) | Volume útil |
|---|---|---|
| 1º/10/2026 | 840,56 | 61,37% |
| 6/10/2026 | 840,52 | 60,63% |
| 11/10/2026 | 840,40 | 58,45% |
Fonte: ANA, SAR, reservatório Corumbá-4 (código 19022).
Em 6 de outubro, com as primeiras chuvas da temporada, a água que chegou ao lago saltou para cerca de 145 metros cúbicos por segundo, e a cota subiu 5 centímetros naquele dia. Nos dias seguintes, a saída pela usina voltou a superar a entrada, e o nível recuou.
Na mesma data de 2025, 11 de outubro, o lago estava com 65,96% do volume útil, na cota de 840,81 metros, também segundo a ANA. A diferença é de cerca de 7,5 pontos percentuais e 41 centímetros de lâmina d'água. O nível de 2026 está mais baixo que o do ano passado, mas longe das mínimas da série, que ficaram perto de 8% do volume útil em anos de crise, como 2017 e 2020. A série completa, com mínimas e máximas desde 2006, está em nível do Lago Corumbá IV.
O que isso significa para a torneira
O Sistema Corumbá capta água no lago, em Luziânia. A Saneago cuida da captação e do bombeamento da água bruta, e a Caesb opera a estação de tratamento, que fica do lado goiano do Entorno. Na primeira etapa, inaugurada em 6 de abril de 2022, o sistema foi dimensionado para 2,8 mil litros por segundo, divididos entre o DF e Goiás, para cerca de 1,3 milhão de pessoas, segundo a Agência Brasil e o Correio Braziliense.
No DF, recebem água do sistema de forma direta Gama, Park Way, Recanto das Emas, Riacho Fundo II e Santa Maria. Do lado goiano, a água chega a quatro cidades do Entorno, entre elas Luziânia, Cidade Ocidental e Novo Gama.
A captação do abastecimento usa uma fração pequena do que passa pelo lago. Os 2,8 mil litros por segundo equivalem a 2,8 metros cúbicos por segundo. Só a vazão turbinada pela usina em 10 de outubro foi de 94 metros cúbicos por segundo, segundo a ANA. Por isso, um volume útil perto de 60% no fim da seca não indica risco imediato para o abastecimento. O lagocorumba.com não encontrou, até a publicação, aviso da Caesb ou da Saneago sobre restrição de captação no Corumbá IV em 2026.
O texto completo sobre o sistema, com a história da obra e as cidades atendidas, está em o Lago Corumbá IV abastece o DF?.
O que muda para quem está na margem
Para quem tem casa ou lote nos condomínios do lago, o volume útil de 58% significa margem mais recuada que no meio do ano. Entre junho e outubro de 2026, a cota caiu cerca de 1,9 metro. Em trechos de margem pouco inclinada, a água recua de forma visível, e rampas e píeres flutuantes ficam mais longe dela.
Cuidados nesta época:
- conferir a profundidade antes de lançar barco ou moto aquática, porque bancos de areia e troncos ficam mais perto da superfície;
- não mergulhar de cabeça de decks e pedras que, na cheia, ficavam sobre água funda;
- acompanhar a recuperação do nível com as chuvas, que não é imediata: o lago responde com atraso ao início da temporada.
Onde acompanhar
O SAR da ANA publica a cota, o volume útil e as vazões do Corumbá IV todos os dias, com atraso de um a dois dias. Basta escolher o reservatório "Corumbá-4" no sistema. Os dados deste texto foram consultados em 13 de outubro de 2026.




