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Estiagem acende alerta para incêndios no entorno do Lago Corumbá IV

Concessionária do Lago Corumbá IV orienta moradores e visitantes a evitar fogo na estiagem. Causar incêndio florestal é crime, com pena de 2 a 4 anos.

Redação LagoCorumba.com · 26 de agosto de 2026 · Meio ambiente

Lago Corumbá IV
Foto ilustrativa: Lago Corumbá IV (acervo LagoCorumba.com)

A Corumbá Concessões, empresa que administra a usina e o reservatório do Lago Corumbá IV, divulgou em 26 de agosto de 2026 um alerta para a prevenção de incêndios florestais no entorno do lago durante a estiagem. A orientação lista cuidados com cigarro, lixo, fogueiras e churrasqueiras, e lembra que causar incêndio florestal é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), com pena de reclusão de dois a quatro anos e multa.

O alerta chega no fim de agosto, quando o Cerrado do Planalto Central já acumula meses sem chuva regular. Nessa época, o capim seco das margens e das pastagens vizinhas ao reservatório pega fogo com facilidade, e o vento espalha as chamas rapidamente.

O que a concessionária recomenda

As orientações valem para quem mora no entorno e para quem passa o fim de semana no lago:

  • não jogar ponta de cigarro acesa em áreas com vegetação, inclusive da janela do carro nas estradas de acesso;
  • não deixar lixo em áreas de mata, sobretudo material inflamável;
  • montar fogueiras e churrasqueiras em lugar seguro, longe do mato;
  • em propriedades rurais, manter aceiros, faixas de terra limpa que impedem a passagem do fogo, principalmente nas divisas com lavouras e pastos.

Em caso de incêndio, o número é o 193, do Corpo de Bombeiros.

Por que o fogo preocupa no lago

Segundo a concessionária, a maior parte dos incêndios florestais é causada por ação humana. Os danos citados vão além da vegetação queimada: perda de abrigo para a fauna, empobrecimento do solo, mais erosão, risco de contaminação de nascentes, rios e águas subterrâneas, e fumaça que provoca problemas respiratórios.

No caso de um reservatório, o solo exposto depois do fogo fica sem proteção quando a chuva volta. A terra solta escorre para a água, o que favorece o assoreamento das margens. A faixa de Área de Preservação Permanente ao redor do lago, que deve manter vegetação nativa, é justamente a barreira contra esse processo.

O que muda para quem tem casa ou lote

Quem tem imóvel no entorno deve manter o terreno roçado e sem acúmulo de folhas secas perto das construções, e não usar fogo para limpar lote ou queimar lixo. Condomínios costumam ter regras próprias sobre churrasqueira e fogueira em áreas comuns; vale conferir o regimento. O tema está no guia de regras de condomínio no Lago Corumbá.

Para visitantes, o cuidado principal é com fogueiras na margem e restos de carvão de churrasco. Brasa enterrada na areia ou deixada no chão pode reacender com o vento.

Seca também afeta o nível do lago

Na estiagem, a vazão dos rios que alimentam o reservatório costuma cair e o nível da água baixa, o que amplia a faixa de margem exposta e deixa mais vegetação seca perto do lago. A variação do nível ao longo do ano é tratada no guia sobre o nível do Lago Corumbá IV.

Campanha também na água

O uso correto do fogo é um dos temas das Abordagens Via Lago, ações educativas em que a equipe de meio ambiente da concessionária percorre o reservatório de barco e entrega kits e cartilhas a banhistas e navegantes, segundo a empresa. O tema muda conforme a estação, e na seca a orientação se volta para queimadas.

Serviço

  • Incêndio: ligue 193.
  • Denúncia de crime ambiental: Linha Verde do Ibama, 0800-618080.
  • Corumbá Concessões: (61) 3462-5200 e (61) 3462-5224.

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