O Lago Corumbá IV estava na cota de 840,40 metros, com 58,45% do volume útil, em 11 de outubro de 2026, segundo o Sistema de Acompanhamento de Reservatórios (SAR) da ANA. Em junho, no auge do ano, o lago chegou a 93% e ficou quase dois metros mais alto.
A descida entre junho e outubro se repete todos os anos. O que muda é o tamanho dela.
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| Data | Cota (m) | Volume útil |
|---|---|---|
| 1º/1/2026 | 839,06 | 34,59% |
| 1º/4/2026 | 841,78 | 84,16% |
| 10/6/2026 (máxima do ano) | 842,26 | 93,38% |
| 23/6/2026 | 842,19 | 92,03% |
| 1º/8/2026 | 841,89 | 86,26% |
| 1º/9/2026 | 841,27 | 74,52% |
| 30/9/2026 | 840,61 | 62,28% |
| 11/10/2026 | 840,40 | 58,45% |
Fonte: ANA, SAR, reservatório Corumbá-4 (código 19022).
Em 6 de outubro de 2026, a vazão que chega ao lago saltou para cerca de 145 m³/s, com as primeiras chuvas da temporada. Mesmo assim, a cota seguiu caindo nos dias seguintes, sinal de que a saída de água ainda superava a entrada. Em 10 de outubro, a vazão liberada pela barragem foi de 101 m³/s.
Em 2026 o ano começou baixo: a mínima foi de 838,97 m, com 33% do volume útil, em 19 de janeiro.
Série histórica da ANA
O SAR guarda leituras diárias desde janeiro de 2006. A usina foi inaugurada em abril daquele ano. São mais de 7.500 registros. Desde então, a cota ficou entre:
- 836,70 m, a mínima, em 18 de outubro de 2008;
- 842,68 m, a máxima, em 18 de abril de 2020.
São cerca de seis metros de diferença. Num ano comum, o lago sobe e desce entre 3 e 5 metros.
| Ano | Mínima (m) | Máxima (m) |
|---|---|---|
| 2008 | 836,70 | 842,04 |
| 2017 | 837,44 | 842,18 |
| 2020 | 837,50 | 842,68 |
| 2022 | 838,74 | 842,35 |
| 2023 | 838,80 | 842,64 |
| 2024 | 839,01 | 842,63 |
| 2025 | 839,07 | 842,53 |
Fonte: ANA, SAR.
Uma dissertação da UnB de 2020, que analisou a série da ANA de 2007 a 2018 em gráfico, descreve a oscilação como "aproximadamente entre 833 m e 843 m". Os dados diários do SAR mostram uma faixa mais estreita, com mínima de 836,70 m. A diferença vem da leitura aproximada do gráfico.
A crise de 2017
O ano de 2017 foi o da crise hídrica no DF e no Entorno. O boletim de monitoramento da ANA registrou o Corumbá IV com só 8,66% do volume útil em 1º de janeiro de 2017, na cota de 837,5 m. Naquele janeiro, a vazão natural do rio foi de 76 m³/s, 35% da média histórica do mês.
O lago se recuperou nas chuvas e chegou a 842,18 m em julho. Mas voltou a cair: estava com 51,57% em 30 de setembro, segundo o boletim de outubro, e com 11% no fim de novembro, pelos dados do SAR.
Em outubro de 2020, o volume útil voltou a ficar perto de 8%. Desde 2022, a mínima anual não ficou abaixo de 838,7 m.
Por que o nível muda
A região tem clima tropical com estação seca, com chuvas de outubro a março e seca de abril a setembro, segundo a UnB. O lago acompanha esse ciclo com algum atraso.
Médias mensais da cota de 2018 a 2025, calculadas a partir do SAR:
| Mês | Cota média (m) |
|---|---|
| Janeiro | 839,91 |
| Fevereiro | 840,68 |
| Março | 841,67 |
| Abril | 842,23 |
| Maio | 842,31 |
| Junho | 842,23 |
| Julho | 841,80 |
| Agosto | 841,12 |
| Setembro | 840,28 |
| Outubro | 839,47 |
| Novembro | 839,21 |
| Dezembro | 839,11 |
O lago está mais cheio entre abril e junho, quando as chuvas já passaram. O ponto mais baixo costuma cair entre novembro e janeiro, quando as chuvas já começaram mas ainda não recuperaram o reservatório.
Além do clima, pesa a operação. O Corumbá IV é de uso múltiplo: gera energia, recebe turismo e, desde 2022, abastece cidades de Goiás e do DF pelo Sistema Produtor Corumbá. A usina faz parte do sistema elétrico nacional acompanhado pelo ONS, e a vazão liberada pela barragem (a defluência) varia ao longo do ano.
O que muda para quem frequenta o lago
Com o nível baixo, a margem recua, aparecem bancos de areia e trechos rasos onde antes havia água funda. Os Bombeiros de Goiás alertam para desníveis e bancos de areia (O Hoje), e a Marinha recomenda conhecer os pontos rasos antes de navegar. Vale checar a cota antes de levar a lancha e ler as regras em lancha e jet ski no Corumbá IV.
Onde consultar o nível atualizado
- SAR da ANA. Acesse a página de medições do SIN, escolha o reservatório "CORUMBA-4", defina as datas e clique em Buscar. A tabela traz cota, afluência, defluência e percentual do volume útil por dia.
- ONS. O Operador publica nos dados abertos o cadastro do reservatório e uma série diária de energia armazenada. Em 10 de outubro de 2026, o Corumbá IV marcava 56,35% de energia armazenada, um índice diferente do percentual de volume do SAR.
O percentual de volume útil do SAR passa de 100% em alguns dias da série, como em abril de 2020. Isso indica que a cota passou da referência máxima usada no cálculo. As fontes também divergem sobre a cota máxima: 842,00 m no boletim da ANA de 2017, 842,60 m no cadastro do ONS. A explicação está no texto sobre a profundidade do Corumbá IV.
Perguntas frequentes
Qual o nível do Lago Corumbá 4 hoje?
A leitura mais recente disponível ao fechar este texto era de 840,40 m e 58,45% do volume útil, em 11 de outubro de 2026. Para o dado do dia, consulte o SAR da ANA.
Quando o Lago Corumbá IV fica mais cheio?
Entre abril e junho, depois das chuvas. A média de 2018 a 2025 passa de 842 m nesses meses.
Quando o lago fica mais baixo?
Entre outubro e janeiro. As primeiras chuvas demoram a fazer o nível subir.
Qual foi o nível mais baixo do Corumbá IV?
836,70 m, em 18 de outubro de 2008, na série diária da ANA. Em 2017 e 2020 o volume útil também ficou abaixo de 10%.
O que é volume útil?
É a parte da água entre a cota mínima e a máxima de operação da usina, cerca de 810 milhões de m³. O percentual divulgado se refere a essa fatia, e não ao volume total do lago.



