O piso salarial do pedreiro com carteira assinada em Luziânia, Corumbá de Goiás, Santo Antônio do Descoberto e outras cidades do Entorno do DF é de R$ 2.534,40 por mês (R$ 11,52 por hora) desde 1º de maio de 2026. O valor está no termo aditivo à convenção coletiva 2026/2027 registrado no Ministério do Trabalho em 31 de julho de 2026 pelo Sinduscon-GO e pelo sindicato dos trabalhadores. Para o servente, o piso é de R$ 1.738,00.
Esses números valem para quem contrata empregado. A maior parte das casas de fim de semana no Lago Corumbá IV, porém, é feita por empreitada ou por diária, sem vínculo. Este guia mostra as referências oficiais de 2026, como chegar a um valor justo de diária e de metro quadrado, e o que o dono da obra precisa fazer para não herdar dívida trabalhista ou previdenciária.
Piso salarial da construção civil em Goiás em 2026
Goiás tem mais de uma convenção coletiva da construção. A que vale depende do município da obra, e os municípios do lago se dividem entre duas.
Entorno de Brasília (Luziânia, Corumbá de Goiás, Santo Antônio do Descoberto)
A convenção do Entorno abrange Águas Lindas, Cidade Ocidental, Corumbá de Goiás, Formosa, Luziânia, Novo Gama, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto e outras cidades vizinhas ao DF. Pisos a partir de 1º de maio de 2026:
| Categoria | Piso mensal (220 h) | Valor por hora |
|---|---|---|
| Ajudante / servente | R$ 1.738,00 | R$ 7,90 |
| Meio-oficial | R$ 1.817,20 | R$ 8,26 |
| Oficial (pedreiro, carpinteiro, armador, eletricista, encanador, pintor) | R$ 2.534,40 | R$ 11,52 |
Fonte: termo aditivo DF000526/2026.
A mesma convenção obriga o empregador a fornecer vale-refeição ou alimentação de R$ 36,74 por dia trabalhado (café da manhã e almoço), com desconto máximo de 9%.
Alexânia, Abadiânia e Silvânia
Esses três municípios ficam na convenção estadual, a mesma de Goiânia e do interior. Os pisos subiram em 1º de junho de 2026, pelo 3º termo aditivo registrado em julho:
| Função | Piso mensal | Valor por hora |
|---|---|---|
| Ajudante / servente | R$ 1.654,40 | R$ 7,52 |
| Meio-oficial | R$ 1.823,80 | R$ 8,29 |
| Profissional categoria "B" | R$ 2.697,20 | R$ 12,26 |
| Encarregado | R$ 3.755,40 | R$ 17,07 |
| Mestre de obras | R$ 5.363,60 | R$ 24,38 |
A tabela estadual não lista ofício por ofício; para saber em que faixa entra o pedreiro de uma obra específica, a recomendação do próprio Sinduscon-GO é consultar a página de convenções. O sindicato informa ainda que, em município sem convenção própria, deve-se usar como referência a estadual.
O que o CUB e o SINAPI dizem sobre o custo da hora
O CUB/GO de setembro de 2026 usa custo médio de R$ 14,46 por hora para o pedreiro e R$ 9,54 para o servente, acima dos pisos, porque mede o que o mercado paga. Já o SINAPI do IBGE calcula que, em setembro de 2026, a mão de obra respondia por R$ 853,69 do custo médio de R$ 2.023,62 por m² construído em Goiás (tabela 2296 do SIDRA). É a melhor referência pública para o valor da mão de obra por metro quadrado: cerca de 42% do custo da obra.
Valor da mão de obra do pedreiro por metro quadrado
Não existe tabela oficial de preço de empreitada por m² para obra particular. O que existe são as composições do SINAPI, publicadas pela Caixa, que mostram quantas horas de pedreiro e servente cada serviço consome (alvenaria, reboco, contrapiso, assentamento de piso). Multiplicando essas horas pelo custo da hora, chega-se ao custo de mão de obra de cada etapa. É o método que engenheiros e orçamentistas usam.
Para quem não vai abrir planilha do SINAPI, a conta de bolso é usar a parcela de mão de obra do índice:
| Casa | Área | Mão de obra pelo SINAPI-GO (R$ 853,69/m²) |
|---|---|---|
| Chalé | 60 m² | R$ 51.221 |
| Casa média | 100 m² | R$ 85.369 |
| Casa grande | 150 m² | R$ 128.054 |
Cálculo: área x componente mão de obra do SINAPI Goiás, setembro de 2026. Inclui toda a equipe da obra (pedreiro, servente, carpinteiro, armador, eletricista, encanador, pintor), não só o pedreiro.
Propostas de empreitada muito abaixo dessa referência costumam significar uma de três coisas: equipe sem registro, escopo menor do que parece (sem acabamento, sem instalação) ou prazo que vai estourar. Propostas muito acima podem embutir deslocamento e alojamento, comuns em obra longe da cidade. O custo total da casa está no guia quanto custa construir no lago.
Diária de pedreiro: como chegar a um valor
Diária é o pagamento por dia trabalhado, sem carteira. Não há tabela oficial de diária, e os valores variam por cidade, temporada e fama do profissional. O piso da convenção ajuda a entender o mínimo: 8 horas a R$ 11,52 dão R$ 92,16 de salário direto ao pedreiro empregado no Entorno, sem contar alimentação, férias, 13º, FGTS e INSS.
A diária informal é sempre bem maior que esse número, porque o profissional autônomo arca com o próprio INSS, com ferramentas, transporte e com os dias parados de chuva. As tabelas de encargos sociais do SINAPI, que somam ao salário-hora o custo de férias, 13º, descanso remunerado e contribuições, mostram que o custo de um horista registrado passa do dobro do salário. Ao comparar uma diária com o salário de empregado, compare com o custo total, não com o piso.
Diária, empreitada ou carteira assinada
| Modelo | Como funciona | Vantagem | Risco |
|---|---|---|---|
| Diária | Paga por dia trabalhado | Flexível para serviços curtos | Obra arrasta, dono paga o tempo; vínculo se virar rotina |
| Empreitada de mão de obra | Preço fechado por etapa ou por m², material do dono | Preço previsível | Qualidade cai se o empreiteiro correr; exigir medição |
| Empreitada global | Construtor entrega material e mão de obra | Um só responsável | Preço maior (inclui BDI); exige contrato detalhado |
| Empregado registrado | Carteira assinada, piso da convenção | Segurança jurídica | Encargos e burocracia (eSocial, CNO) |
Diária só é segura para serviço curto e eventual. A CLT, no artigo 3º, define empregado como quem presta serviço de forma não eventual, sob dependência e mediante salário. Pedreiro que trabalha todos os dias na mesma obra, por meses, recebendo ordens do dono, pode ter vínculo reconhecido na Justiça do Trabalho.
Como contratar pedreiro no Entorno e no lago
- Peça indicação no condomínio. A administração e os vizinhos sabem quem já trabalhou ali, quem cumpriu prazo e quem largou obra. Pergunte também se o condomínio exige cadastro de prestadores na portaria.
- Veja obras prontas. Visite pelo menos uma casa feita pela equipe, de preferência com mais de um ano, para ver trinca, infiltração e acabamento.
- Prefira profissional formalizado. Pedreiro autônomo pode ser MEI e emitir nota fiscal; empreiteiro com CNPJ assume as obrigações dos próprios empregados.
- Resolva deslocamento e alojamento antes. Equipe de Brasília ou de Luziânia leva tempo para chegar ao lago. Combine se o transporte está incluído, se haverá alojamento no lote e quem paga a alimentação.
- Combine o calendário com o clima. A chuva vai de outubro a abril; dia de chuva forte é dia parado em obra com estrada de terra. Na empreitada, defina quem absorve esses dias.
- Confira as regras de obra do condomínio. Horário de trabalho, barulho em fim de semana, entrada de caminhão e caçamba variam de um condomínio para outro (veja a lista de condomínios).
O que precisa estar no contrato
- Escopo detalhado: quais etapas (fundação, alvenaria, reboco, contrapiso, telhado, acabamento) e o que fica de fora.
- Preço por etapa e forma de medição: pagamento contra serviço feito e conferido, nunca adiantado em bloco.
- Prazo de cada etapa e multa por atraso.
- Quem fornece material, ferramentas e equipamentos (betoneira, andaime).
- Responsabilidade por segurança, com uso de equipamento de proteção conforme a NR-18.
- Garantia: o Código Civil, artigo 618, responsabiliza o empreiteiro de materiais e execução por cinco anos pela solidez e segurança da obra.
- Retenção de parte do pagamento (por exemplo, a última parcela) até a vistoria final.
CNO e INSS da obra
Toda obra de construção civil feita com mão de obra contratada precisa ser inscrita no Cadastro Nacional de Obras (CNO) da Receita Federal. Segundo as perguntas frequentes da Receita, o responsável é o proprietário ou dono da obra, pessoa física ou jurídica, e o prazo é de até 30 dias após o início. A inscrição é feita pelo e-CAC, com conta gov.br.
Ao fim da obra, a Receita apura a contribuição previdenciária devida pela área construída, no processo chamado aferição, feito pelo Serviço Eletrônico para Aferição de Obras (SERO). O valor considera a área, o tipo de obra e o que já foi recolhido durante a construção com base em notas fiscais e guias de empregados. A inscrição só é encerrada quando a obra é totalmente aferida. Sem a certidão de regularidade da obra, o cartório não averba a construção na matrícula do imóvel.
A Lei 8.212/1991, artigo 30, torna o proprietário e o dono da obra solidariamente responsáveis com o construtor pelas contribuições previdenciárias. Na prática: se o empreiteiro não recolheu o INSS da equipe, a conta pode voltar para o dono da casa. Guardar notas fiscais e guias pagas da empreitada reduz o valor apurado na aferição.
Riscos de contratar sem formalidade
- Acidente de trabalho. Queda de telhado ou de andaime é o acidente mais grave em obra pequena. Sem registro, a família do trabalhador pode processar o dono da obra.
- Ação trabalhista. Diarista habitual pode pedir vínculo, férias, 13º e FGTS de todo o período.
- Obra irregular. Sem CNO e sem aferição, a casa não é averbada, o que trava venda, financiamento e partilha.
- Abandono de obra. Pagamento adiantado é a principal causa de obra abandonada. Pague por etapa medida.
Antes de fechar com qualquer equipe, peça ao condomínio o regulamento de obras e veja no guia de lote no lago o que conferir sobre acesso, energia e água, porque é isso que define quantos dias a equipe vai perder com logística. Os pisos citados valem até 30 de abril de 2027, data-base da próxima negociação da categoria.
Perguntas frequentes
Qual a tabela de preço de mão de obra de pedreiro em 2026 no Entorno do DF?
O piso do pedreiro empregado no Entorno é de R$ 2.534,40 por mês (R$ 11,52 por hora) desde maio de 2026. Para empreitada não há tabela oficial; a referência pública é a parcela de mão de obra do SINAPI Goiás, R$ 853,69 por m² em setembro de 2026.
Qual o valor da mão de obra de pedreiro por metro quadrado?
O SINAPI do IBGE aponta R$ 853,69 por m² de mão de obra em Goiás (setembro de 2026), somando toda a equipe da obra. Serviços isolados, como reboco ou assentamento de piso, têm composições próprias no SINAPI da Caixa.
Quanto é a diária de pedreiro?
Não há tabela oficial. O salário direto de 8 horas pelo piso do Entorno é de R$ 92,16, mas a diária de autônomo é maior porque inclui INSS, ferramentas, transporte e dias parados.
Qual o piso salarial do servente de pedreiro em Goiás?
R$ 1.738,00 no Entorno do DF (desde maio de 2026) e R$ 1.654,40 nos municípios da convenção estadual, como Alexânia e Abadiânia (desde junho de 2026).
Preciso registrar a obra no CNO para construir no lago?
Sim, se houver mão de obra contratada. O dono da obra deve fazer a inscrição em até 30 dias do início, pelo e-CAC da Receita Federal.
Empreitada ou diária: o que sai mais barato?
Empreitada com preço por etapa e pagamento contra medição costuma dar mais previsibilidade. Diária só compensa em serviços curtos, porque o dono paga também os dias improdutivos.



